12 Boletim: Informe de economia popular, desespero dos privatistas
Diminuição de impostos e ameaça do estado O governo federal decidiu cortar o imposto de importação para produtos como arroz, feijão e carne bovina. A medida vale até dia 31 de dezembro deste ano. Porém, Brasil tem produção sobrando de arroz, de feijão e carne. O problema não está na produção e sim no mercado e nos interesses desse mercado. A carne é exportada e os monopólios que controlam o processo de industrialização da carne, incrementam os preços. O feijão tem custos altos por causa do agrotóxico, que é importado e o pequeno produtor tem dificuldade de escoar a produção. E o arroz tem demanda insuficiente! Mas por que chega caro? Há outros preços que compõem o arroz que chega embalado na gondola do supermercado. E o vilão? O preço do transporte e o que entra no preço do transporte? O diesel que está caro
Imposto não é problema De fato temos uma carga tributária injusta, os pobres pagam mais que os ricos. Não é o que os liberais alegam, os ricos e a FIESP, de que os capitalistas brasileiros pagam muito imposto. Inclusive, eles não pagam impostos e sonegam e quem pagam muito imposto, proporcionalmente, é o pobre. Porém, no caso da inflação dos preços da gasolina, diesel e, eles não são os vilões, como alegam a milícia digital bolsonarista. Primeiro, é matemática básica, os impostos não aumentaram no último período, como eles podem estar impactando o incremento dos preços dos combustíveis? O que variou nesse período? Os dividendos dos acionistas por causa do aumento do preço do produtor. E, para conter esse aumento? Só acabando com a política de preços da Petrobrás e com a política de distribuição de dividendos, diminuindo o lucro da Petrobrás.
Mas eles não querem mexer com os interesses dos grandes capitalistas Mesmo com o incremento dos preços há ameaça de desabastecimento! É curioso isso, né? Eles disseram que se acabasse com a política de paridade internacional, haveria desabastecimento, mas ela continua existindo e o conselho da Petrobrás anunciou que de fato, é possível diminuir consideravelmente a oferta de diesel, e o governo entra no desespero e quer subsidiar o preço. A questão é: a política de desinvestimento está afetando a produção final. O governo diminuiu custos artificialmente e aumentou o preço do produtor, criou uma Petrobrás valorizada para o mercado financeiro, mas na realidade produtiva, está quebrando-a.
E a privataria corre solta E segue a ladainha de que então, a Petrobrás tem de ser privatizada. Mas por quê? Para virar monopólio privado? E, não bastasse quererem privatizar a Petrobrás, agora também querem privatizar o ensino universitário. No congresso tramitou emenda de Kim Katagari, um bolsonarista envergonhado, que visava a cobrança de mensalidade na universidade pública. No derradeiro fim desse governo, eles querem continuar vendendo tudo e entregando nosso patrimônio para os monopólios privados. No entanto, a pressão serviu e retiraram da pauta. Por outro lado, aqui no Paraná sofremos com a pressão do bolsonarista Ratinho Júnior, que destrói a universidade pública e a educação no Paraná. Segundo levantamento do economista Cid Cordeiro, o Estado é um dos quatro estados do país com maior queda real no investimento em educação em 2021, a variação negativa foi de 2,39%.
com falta de investimento publico continuamos com estancamento econômico O governo comemora os pífios 1% de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2022. No entanto, isso se deve mais a recuperação normal, depois de termos vacina (que o governo era contra) e de as pessoas poderem sair às ruas sem medo de morrer de COVID. O crescimento econômico é menor que o registrado no primeiro trimestre de 2014, o ponto mais alto da atividade econômica do país. Isso se deve à continuidade de políticas de diminuição do investimento público desde 2015. Essa agenda está destruindo o país, privatização, reformas trabalhistas, política de preços de Petrobrás e superávit primário. Porém, como se demonstra nas pesquisas eleitorais, as pessoas estão apostando em uma agenda de valorização dos serviços públicos, retomada de investimentos estatais e valorização do salário mínimo. No entanto, é fundamental, resistir às famigeradas pressões do mercado financeiro, que tem poder, mas não tem voto.