Com defasagem salarial em 52%, categoria aguarda proposta do governo e pressiona por ajustes na tabela dos agentes de apoio
Em novas assembleias realizadas na última segunda-feira (02), a Assuel, Sindicato dos Servidores Técnico Administrativos da UEL, decidiu não deliberar, neste momento, sobre paralisação ou greve. A categoria optou por aguardar uma resposta do governo em relação à defasagem salarial acumulada de 52%.
Na última sexta-feira (27), o governo se comprometeu a apresentar até 17 de março, uma proposta de reposição salarial e a correção da tabela dos agentes de apoio. “Portanto, o entendimento da categoria na assembleia é de que devemos aguardar para tomar alguma posição”, conta Marcelo Seabra, presidente da Assuel.
Como noticiado anteriormente pelo Portal Verdade, Marcelo relembra que a defasagem salarial chegou a 52% ao longo dos dois mandatos do governo Ratinho Júnior (PSD).
“Porém, devido à Lei de Responsabilidade Fiscal, não é possível liquidar esse percentual de uma só vez. Por isso, a proposta que existe hoje é de que o governo alcance até o limite prudencial, de 46,55% do gasto com pessoal. Isso daria um percentual em torno de 12% de reposição salarial”, explica.
Ainda assim, o governo não tem sinalizado a possibilidade de conceder um índice nesse patamar.
De acordo com o presidente, o principal ponto discutido nas assembleias foi a tabela salarial dos agentes de apoio. Ele ressalta que a perda de 52% é um índice significativo, mas pondera que, em 2023, houve a implementação de um PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários), na qual os servidores com nível fundamental não foram contemplados de maneira isonômica.
Quando comparado aos agentes do quadro de execução, segmento formado por funcionários com qualificação em níveis médio e superior, os últimos reajustes obtidos, em 2023, não foram equânimes. Enquanto alguns receberam 15% de reposição salarial, outros ganharam apenas a correção inflacionária de 5,79%.
“Dessa forma, o impacto é sentido de maneira diferente na categoria, porque alguns tiveram uma recomposição maior do que outros nesse PCCS.” Por isso, segundo Marcelo, os agentes de apoio buscam uma correção do índice para compensar os prejuízos acumulados no passado.